
Crédito: terra.webventure.com.br
A magia da fotografia vai abrir em grande estilo as atividades culturais da Comunidade Cultural Quilombaque em 2010, no mês das férias escolares. As aulas intensivas com a técnica pinhole (fotografia na lata) vão acontecer nos dias 16, 17 e 23 de janeiro, em período integral, das 9h às 12h e das 13h às 16h, com pausa para o almoço. Das 20 vagas disponíveis, restam apenas dez. As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail quilombaque@gmail.com ou diretamente em nossa sede, onde a oficina será realizada.
O fotógrafo Rodrigo Sousa & Sousa, um dos coordenadores da organização Mundo em Foco - que desenvolve diversos projetos audiovisuais nas periferias de Sampa - será o guia nesta viagem pelo mundo da fotografia. Para participar é preciso ter mais de 10 anos e levar 1 lata de alumínio estilo Leite Ninho (com tampa de alumínio, de preferência) e 1 caixa de sapato - por aluno.
Inscreva-se!
Os holofotes estarão voltados para os jovens de todo o mundo em 2010. Com o tema “Diálogo e Entendimento Mútuo”, estabelecido pelas Nações Unidas, o Ano Internacional da Juventude começa oficialmente em 12 de agosto deste ano.
A Assembleia Geral da ONU pediu o apoio local e internacional de governos, sociedade civil, indivíduos e comunidades ao redor do mundo para celebrar o evento.
O objetivo é encorajar o diálogo e compreensão entre gerações e promover os ideais de paz, respeito pelos direitos humanos, liberdade e solidariedade.
Segundo a ONU, o Ano Internacional da Juventude também deve servir para estimular jovens na promoção de progresso, com ênfase nas Metas de Desenvolvimento do Milênio.
As metas incluem a redução de uma série de males sociais até 2015, como a extrema pobreza, a fome, a mortalidade materna e infantil, a falta de acesso à educação e cuidados de saúde.
Vários eventos internacionais devem acontecer em agosto, incluindo o 5º Congresso Mundial da Juventude em Istambul, uma conferência global no México e os Jogos Olímpicos da Juventude em Cingapura.
Fonte: Rádio ONU
Nós, dos coletivos culturais, educacionais e ambientais aqui de Sampa, com certeza, faremos nossa parte. 2010 promete!

Crédito: Divulgação
Tenha um pouco de paciência se achar que o relato abaixo está um tanto extenso. É que em 2009 a Comunidade Cultural Quilombaque realizou tanta arte, eventos, ações e oficinas em Perus que chega até ser difícil esquematizar uma retrospectiva do ano inteiro. Mas vamos lá.
Antes de listar tudo o que fizemos neste ano de tantas conquistas é preciso ressaltar que ganhamos ainda mais representatividade e liderança nas questões importantes para o bairro. Falamos sem nenhuma falsa modéstia - os fatos e os comentários comprovam - que alcançamos uma robustez do tamanho de nossos sonhos e ideias. Este ano serviu para liquidar qualquer dúvida que pudesse existir acerca de nosso potencial de mudança e inserção na comunidade. Há muito trabalho a ser feito? Sim. Mas 2009 foi um atestado de capacidade e perseverança que delineou todas as nossas ações.
Tivemos oficinas ocupando quase todos os dias de funcionamento da Quilombaque: Tricô, Crochê e Vagonite (com a Dona Aurora), Capoeira (com Deivid, do Esquadrão Arte Capoeira), Teatro (com a galera talentosa do Grupo Pandora), Libras (com a professora Alice), Percussão (oficina que se manteve mesmo depois do término do convênio com o VAI por dois anos consecutivos) e Oficinas Ambientais (forro de caixa de leite, janelas com pet, tinta natural, lâmpadas com garrafa pet e muito mais).
Por falar nisso, realizamos um evento de grandes proporções na Praça Inácio Dias, mesclando cultura e ecologia. O I Movimento Ecocultural, que aconteceu em junho, teve mais de 12 horas de duração e contou com oficinas de origami, marmorização em papel, tinta natural - que restaurou o coreto da praça -, cinema, música, teatro e muito mais. No mês seguinte, fizemos uma passeata junto com outros movimentos sociais do bairro, saindo em cortejo com o grupo de percussão Refúgio.

Crédito: Divulgação
As atividades na Praça Inácio Dias foram intensificadas e trouxeram momentos marcantes para todos. Além da comemoração do aniversário de 4 longos anos da Quilombaque, também fizemos diversas outras intervenções ali: Reggae na Praça (com a galera do Zafenate, que viu a praça lotar após a tradicional Festa Junina da Escola Gavião Peixoto), o tributo a Michael Jackson, dentro do projeto Radiola Urbana, dois dias após sua morte (até hoje o público presente cobra a Parte 2), e o CineQuilombo (com filmes, documentários e curtas-metragens alternativos).

Crédito: Renan Bastos
É Ponto de Cultura!
O Festival das Tribos, por sua vez, trouxe diversos estilos para a Quilombaque e transformou nosso espaço em uma bela casa de shows. Tivemos festas para todos os estilos: punk - inclusive com a comemoração de 15 anos do coletivo Atitude Punk -, reggae e muito rock’n'roll. O samba não saiu das ideias, mas em 2010, com certeza, faremos uma grande roda de samba. Também em nossa sede tivemos aulas de inglês e guarani aos sábados, no segundo semestre.
Uma das principais vitórias deste ano foi a reunião de diversos grupos (culturais, ambientais e sociais) da região noroeste no Fórum de Iniciativas Jovens, que teve alguns encontros mostrando a força de nossa luta. A união destes coletivos da quebrada é a grande sacada para a transformação permanente: Sarau na Brasa, Elo da Corrente, Grupo Pandora, Esquadrão Arte Capoeira, Refúgio, S.A.C.I, Lixo Arte, Hip-Hop NAAÇÃO, Cartel Central, Immortal Conspiração, Fábrica do Conhecimento, Rede Emancipa, Projeto Espremedor, Amigos da Sandice, Phone Raps, Anita, Dona Aurora, Déborah Moraes e tantos outros grupos e pessoas que estão chegando com gás total.

Crédito: Divulgação
Também tivemos diversas conversas com Gustavo Vidigal, secretário-executivo do Ministério da Cultura, com quem estamos discutindo a implantação de um Plano de Desenvolvimento Local abrangendo toda a região noroeste.
Para coroar este ano fomos merecidamente premiados com o Ponto de Cultura, que é um convênio com o Governo do Estado e Ministério da Cultura. Nos próximos três anos vamos desenvolver projetos culturais em toda a macro-região abrangida pelo plano: Perus, Taipas, Jaraguá, Anhanguera e Brasilândia. Sem o CEPODH, instituição com a qual fizemos um casamento de ideais e desejos de mudança, nada disso seria possível. E em 2010 teremos ainda mais trabalho, galgaremos ainda mais degraus na nossa crença de um mundo melhor.

Crédito: Divulgação
Hip Hop na rua
E o hip hop voltou para o seu lugar de origem: a rua. Em outubro, realizamos em parceria com a Phone Raps e o Grupo NAAÇÃO, o evento Na Rua - Hip Hop em Festa, com quase 20 grupos de rap, graffiti, discotecagens e muito mais. A intenção é fazer outras edições no próximo ano.
O mesmo queremos fazer com o Perusferia - Artevismo no Beco, nosso último grande evento do ano, que revitalizou a Travessa Cambaratiba e levantou a bandeira da Campanha do Laço Branco (Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher). Nosso muito obrigado à Ecos - Comunicação e Sexualidade, que acreditou na nossa luta e somou forças conosco. Agradecemos também ao Bonga e a todos os grafiteiros que participaram, além das bandas e grupos culturais que abrilhantaram o evento, que foi um certificado de nossas potencialidades e poderes.

Crédito: Márcio Ramos
Durante 2009 outras ações também foram importantíssimas para nosso crescimento enquanto comunidade: I Festival de Inverno de Perus, Arraiá (transformado em sarau interno por causa da chuva), Festa do Dia das Crianças na Cohab Perus (em parceria com a associação de moradores da vila), ressurgimento da Trupe Liudes de Circo e Teatro (com Dedê, Fagundes, Valmir, Andrews e Gisele), Phone Disco (festa preparada pela Phone Raps com o melhor do groove de todos os tempos) e o Refúgio (que fez diversas apresentações no bairro e também fora dele).

Crédito: Divulgação
Com toda esta lista de realizações do ano, a Comunidade Cultural Quilombaque só tem uma coisa a dizer: vamos continuar fazendo o que sempre acreditamos ser o melhor para o bairro e para toda essa região, e nossa fortaleza está cada vez mais firme para resistirmos às intempéries que virão. Em 2010, vamos colher muitos bons frutos e também plantar muitas outras sementes, quebrando preconceitos, barreiras e cabeças quadradas, afinal de contas nosso lema é “Quebrando correntes, plantando sementes”.
Acesse o link abaixo e confira a Retrospectiva 2009 em fotos:
http://www.youtube.com/watch?v=k9-TxpB_ihM
[Texto: Silvio Luz]

Crédito: Silvio Luz
O programa Metrópolis, da TV Cultura, exibiu na última segunda (07/12) uma reportagem sobre o Perusferia - Artevismo no Beco, que transformou a Travessa Cambaratiba, em Perus, numa grande galeria a céu aberto.
Beco da periferia de SP muda o visual
“Um Beco da periferia de SP na região de Perus teve seu visual mudado este fim de semana em virtude de um projeto da comunidade que uniu arte, grafite e música”.
Acesse o link abaixo e confira o vídeo em nossa página no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=GMrh9nnJQLg

Crédito: Márcio Ramos
Nós, da Comunidade Cultural Quilombaque, estamos muito felizes de ter realizado o Perusferia – Artevismo no Beco em parceria com a Ecos – Comunicação em Sexualidade. A parceria de sucesso, com envolvimento e afinco de todos durante meses, com reuniões semanais e muito planejamento, serviu – além de lançar a Campanha Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher e revitalizar a Travessa Cambaratiba, em Perus - para revelar o nosso potencial de promover mudanças e dialogar com os mais diversos públicos. No evento de sábado (05/12/2009), havia crianças, pais, mães, negros, brancos, artistas, homens, mulheres e também respeito, amor, idéias, ideais, desejos realizados, sonhos e algumas certezas. A principal delas é de que quando a gente se une, ninguém nos segura!
Obrigado a Ecos, juntamente com Irish Aid, Serviços Amigáveis e Save The Children, por ter abraçado, com perseverança, esse projeto junto conosco, por ter acreditado em nosso sonho de transformação, por ter dado carta branca para nossos anseios. A experiência desta construção conjunta fica marcada na história da Comunidade Cultural Quilombaque e de todos que se envolveram direta e indiretamente para que o Perusferia saísse de nossas cabeças para o mundo real.
Agradecimentos especiais para Gisele Nascimento e Thaís Gava, que realizaram um belo trabalho de organização e cuidado para que o evento fosse realizado com a maestria que merecia. Agradecimentos memoráveis também ao Bonga, artista da rua e da quebrada. Sem a sua experiência, compreensão e zelo, o Perusferia não teria o brilho que teve. E olha que ele nem grafitou no dia (risos).
Não podemos deixar de agradecer também ao Guetus, ao Lila’s Crew, ao Derf e a todos os grafiteiros de São Paulo e também de outros estados que compareceram ao evento e ajudaram na transformação da Travessa Cambaratiba no Beco da Cultura. Obrigado Phone Raps, Cartel Central, Marechal, Eli-Efi, DaMata, Sudaca, Amandla, Dandara, Filhos de Abuaye, Trupe Liudes, Literatura Suburbana, Elo da Corrente, Inquérito, artistas do Auto da Camisinha, ao Teatro Girandolá com Seu Júlio, Quilombhoje, Sarau na Brasa, Grupo de Teatro Pandora, Hip-Hop NAAÇÃO, CEPODH, Esquadrão Arte Capoeira, Lixo Arte, Grupo S.A.C.I, Projeto Coruja, Dona Aurora e Lucinéia Vieira, que trouxe os índios da aldeia do Jaraguá para prestigiar o evento.
Nosso muito obrigado também à Subprefeitura de Perus – que iniciou um novo diálogo com os grupos locais e acreditou no nosso trabalho cultural no bairro –, à SPTuris – que cedeu toda a estrutura de palco para o evento –, à CPTM – que enviou seus funcionários para pintar o muro do lado da estação de trem –, às empresas da Travessa Cambaratiba – que liberaram o muro para o graffiti –, à LocTubo – que cedeu andaimes para o evento –, à Gimenes Som, à CMHP Transportes e ao Paraná Restaurante.
Por fim, agradecemos a todos os envolvidos, que pintaram o muro, montaram barracas, decoraram a festa, prepararam a alimentação, cuidaram da assessoria de imprensa, divulgaram por todos os cantos e tantas outras providências. Sem a participação, o amor e a dedicação de cada um, o Perusferia não teria sido possível. Viva o espírito de comun-unidade e até a próxima!
Nosso muito obrigado, de coração, a todos.
Comunidade Cultural Quilombaque


Crédito: Márcio Ramos
Com a estimativa de mais de 5.000 pessoas circulando durante todo o evento Perusferia - Artevismo no Beco, no último sábado (05/12), a população viu surgir uma nova rua no bairro. Depois da intervenção de mais de 12 horas ininterruptas com mais de 100 grafiteiros - de São Paulo e também de outros estados -, a Travessa Cambaratiba, rua paralela à estação de trem Perus, foi transformada numa grande galeria de arte a céu aberto. O projeto foi realizado pela parceria de sucesso entre a Quilombaque e a Ecos.
Além do graffiti, o Beco da Cultura foi tomado por barracas de artesanato, brincadeiras e pinturas de rosto para crianças, shows, teatro, dança, percussão, poesia, discotecagens com a Phone Raps e muito mais. A intervenção artística Auto da Camisinha mostrou, de forma descontraída, a importância do uso do preservativo. Um stand da Ecos distribuía camisinhas, informativos e fitinhas da campanha do Laço Branco - Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, o tema do evento.

Crédito: Márcio Ramos
Antes dos shows de rap - com as participações impactantes de Marechal, Eli-Efi e Inquérito - o grupo de dança-afro Dandara deu conta do recado ao representar a cultura africana ao lado do grupo de percussão Filhos de Abuaye. E a poesia não ficou de fora. O Literatura Suburbana subiu ao palco - cedido pela SPTuris - para declamar seus versos com segurança e consciência.
Ciranda e reggae
Outras atrações da noite foram as bandas Sudaca (hip-hop rock) e Amandla (rap) e o grupo de poesia Elo da Corrente. Antes do reggae do DaMata, de Pirituba, contagiar a galera com muita positividade, o grupo teatral Girandolá, de Francisco Morato, pôs todo mundo na roda da ciranda, com a participação especial de Seu Júlio na cantoria. A animação foi tanta que os gritos de bis impulsionaram uma roda de côco para finalizar a intervenção.
O DaMata subiu ao palco por volta das 22h e transmitiu ainda mais boas vibrações para o público. Mesclando canções próprias com covers de Bob Marley, por exemplo, a banda também manteve um diálogo de paz e conscientização e frisou o combate à violência contra a mulher. Em seguida, o Cartel Central (rap), de Perus, encerrou o Perusferia falando da quebrada para a quebrada.

Crédito: Márcio Ramos
Depois de meses de negociação, planejamento e busca de parcerias, a Ecos e a Comunidade Cultural Quilombaque conseguiram colocar o projeto em prática. Parabéns a todos os envolvidos. Parabéns a todos que acreditaram e continuam a acreditar que a arte e a cultura é um dos principais pilares para a transformação não só de uma rua e um bairro, mas de todo um país. Agradecimentos à CPTM e à Subprefeitura de Perus, que nos apoiaram nesta empreitada, e também a todos os grupos culturais do bairro e da região, que acreditam e contribuem com nossas ações.
Por fim, um convite: visite a Travessa Cambaratiba e veja de perto a transformação.
[Texto: Silvio Luz/Comunicação Quilombaque]

“Vem com a gente, vem, nesse reggae de raiz”, diz uma das canções da banda Zafenate, que tocou na Praça Inácia Dias, em Perus, no último sábado (04/07), e contagiou o público que prestigiou o Reggae na Praça, realizado pela Comunidade Cultural Quilombaque. No ápice da apresentação, a praça parecia não conter tanta gente, vinda de diversos lugares de Sampa.
Antes do show, Theodoro Reis (vocal e violão) já tinha dito: “Estamos muito felizes de tocar na região”. Sem dúvida, ele e todos os integrantes da Zefenate saíram de lá ainda mais felizes, pela cumplicidade e energias trocadas com o público.
Com instrumentos posicionados em frente ao coreto (já restaurado com tintas naturais), a banda apresentou repertório do seu primeiro disco, com canções como Reggae é Bom, Homem Biônico e Se Prepare, disponíveis para audição no MySpace.
Ao coro de “mais uma”, a Zafenate mandou a saideira depois das 2h da manhã, com a galera do gargarejo para lá de animada. Após o show, a discotecagem da Phone Raps continuou a transformar o cenário da principal praça do bairro, que mais parecia uma grande pista de dança a céu aberto, enquanto banda e público se cumprimentavam.
Polícia
Antes do show, por volta das 22h, a Polícia Militar apareceu na Praça Inácia Dias e disse a membros da Quilombaque que vizinhos estavam reclamando dos eventos realizados no local nos últimos meses. O curioso é que no entorno da praça quase não há residências. Durante parte do evento, viaturas fizeram ronda no lugar, o que não é comum, como qualquer um que passe por ali pode constatar.
Michael
Mais uma vez a Praça Inácia Dias foi tomada pelo legado de Michael Jackson. Depois do reggae do Zafenate e de discotecagens com músicas de Tim Maia, os DJs da Phone Raps incendiaram o público, que imitou os passos do rei do pop, principalmente em Thriller, com a coreografia dos mortos-vivos.
A festa terminou por volta das 4h30, com os últimos sobreviventes ainda animados com a música. Da praça era possível ver que muitas pessoas já esperavam o primeiro trem do domingo, na estação Perus.

O Reggae na Praça já entrou para história, não só da Quilombaque, mas também de um bairro inteiro, que vive um momento especial de transformação cultural e social, isso porque as pessoas começam a vislumbrar que é possível por a mão na massa para construirmos um mundo melhor.

[Texto: Silvio Luz Foto: Renan Bastos/Comunicação Quilombaque]
Cantor foi homenageado no Radiola Urbana
Michael Jackson morreu? Quem foi que disse? Ele estava lá na Praça Inácia Dias, em Perus, dentro do Projeto Radiola Urbana, da Comunidade Cultural Quilombaque, nesta sexta (26/06). É, o astro do pop faleceu, mas nós fizemos a nossa singela homenagem ao “cara que foi um vírus que lutou bravamente para não ser deletado”, como disse Clébio (Dedê) durante a exibição do DVD de um show que o cantor fez em Bucareste.
Era arrepiante de se ver: a praça estava tomada de canto a canto. O momento mais marcante foi quando o público não tirou os olhos do telão montado no coreto enquanto o videoclipe da música They Don’t Care About Us - gravado em 1996 no Brasil, com o Olodum - era exibido. Michael estava lá, sem dúvida alguma.
E o público era de todos os tamanhos, idades e gostos. Tinham velhos, jovens - a maioria - e até crianças. As diversas gerações que viveram a mesma época que Michael podem se considerar sortudas. Não é todo dia que alguém faz o que ele fez. Cinco décadas foram mais do que suficientes para se destacar e mostrar que o seu talento vai além da dança ou da voz: a sua missão maior foi a mobilização de multidões ao seu redor. Agora, essa mobilização só tende a crescer. O corpo saiu de cena, mas o mito ficou. Salve Michael! 
A Quilombaque não podia deixar passar a oportunidade. O tributo a Michael Jackson vai ficar marcado na memória de todos que estiveram presentes ali naquela noite, um dia após a sua morte.
Forro de caixa de leite é nova aposta da Quilombaque
A preocupação socio-ambiental é uma das plataformas de atuação da Comunidade Cultural Quilombaque no bairro de Perus. Entre outras iniciativas, a aposta da vez é forrar com caixinhas de leite (cujo lado interior é metalizado) as telhas do espaço destinado aos shows e eventos da associação. O principal objetivo é melhorar o conforto térmico no espaço, pensando sempre na reciclagem como um meio de economia e transformação ambiental. O forro pode diminuir até 10ºC da sensação térmica local.
Na última segunda (01/06), para começar bem o segundo semestre de 2009, Déborah Moraes e Clébio Ferreira - vulgo Dedê -, membros da Quilombaque, se juntaram aos alunos Leonardo Maia, Elisângela Alves, Camila Vasconcellos e Indaiá Sartori do curso A Casa Saudável - ministrado pelo arquiteto Xico Limada na UMAPAZ (Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz), um projeto da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente em parceria com o Parque do Ibirapuera - para implantar a idéia no espaço da Comunidade. Unindo seus conhecimentos, deram início ao processo de cobertura interna do telhado com as caixas de leite, fruto de doações.
Detalhes do projeto
O alumínio das embalagens de leite e de outros alimentos longa vida funciona como refletor de calor, aumentando o conforto térmico de espaços fechados. Nas caixinhas, o alumínio protege os alimentos da incidência de luz, entrada de oxigênio e de vírus.
Para as instalações da Comunidade, a proteção térmica; para o planeta Terra, benefício ecológico garantido, com a diminuição do volume de produtos descartados nos lixões. Estima-se que o alumínio em meio natural demore 200 anos para se decompor, e o plástico, aproximadamente 400 anos. Para a forração completa do galpão de eventos, a Quilombaque estipula que sejam usadas 1.500 caixas de leite.
Se quiser saber mais sobre o forro com caixinhas de leite, deixe seu e-mail que encaminharemos o projeto Forro Vida Longa, da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp. Também aceitamos doações de caixinhas que tenham em seu interior esse material metalizado. Elas podem ser entregues na sede da Comunidade Cultural Quilombaque.
Confira as primeiras fotos da iniciativa em nosso espaço: